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Desde já o meu muito obrigado a todos vocês e sejam bem vindos a nova casa.
Obrigado.
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Comprou notebook e recebeu dois pacotes de miojo

O que é pior: comprar em uma loja virtual obscura que não entrega seus produtos ou desembolsar R$1.200 em uma loja famosa e receber dois pacotes de macarrão instantâneo no lugar? A pobre servidora pública Maria Luiza Ferreira queria comprar um notebook de presente para sua mãe, mas terá que se contentar com uma deliciosa macarronada de seis minutos.
O caso foi revelado pela CBN e confirmado pelo Submarino. Maria comprou um notebook por R$1.200 em uma promoção do site e chegou a receber a encomenda antes do combinado. Feliz da vida, abriu a caixa e deu de cara com dois pacotes de macarrão instantâneo — como se não bastasse toda a desgraça, eles sequer são os originais, da Nissin Lamen.
Ela prontamente ligou para o suporte do Submarino que, provavelmente surrealizada com as informações, não soube dizer ao certo o que a cliente deveria fazer. A devolução chegou a ser uma opção, mas será que Luiza resistiu e não abriu os pacotinhos? Pela foto, trata-se da versão de galinha, uma das opções com sabor mais marcante e toques refinados de tempero da terra.
No fim das contas, o Submarino disse à CBN que teve um problema operacional, prometeu resolver o caso, mas provavelmente a mãe de Luiza não terá seu notebook até domingo. Mas ela ganhará um almoço imperdível, sem dúvida. Aliás, fica a maior dúvida de todo o caso: quem compra dois pacotes de miojo pelo Submarino?
Fonte: http://www.gizmodo.com.br
Bateria que recarrega com água

Cientistas da Universidade de Stanford desenvolveram uma bateria que utiliza a nanotecnologia para criar electricidade a partir da diferença no teor de sal entre a água doce e água do mar. Os pesquisadores esperam usar a tecnologia para criar usinas de energia onde a água doce os rios correm para o oceano. A nova “mistura entropia” alternadamente mergulha sua bateria eletrodos na água do rio e água do mar para produzir a energia elétrica.
A produção de electricidade a partir da diferença de salinidade (a quantidade de sal) em água doce e água do mar não é um conceito novo. Nós já abrangidos tecnologia de energia, salinidade e Statkraft Noruega construiu uma usina protótipo que funciona. Mas a equipe de Stanford, liderada pelo professor associado de ciência de materiais e engenharia Yi Cui, acredita que seu método é mais eficiente, e pode ser construído de forma mais barata.
Outros fresca / água salgada poder trabalhar plantas, liberando energia através de osmose (passagem de moléculas de solvente através de uma membrana). A abordagem da equipe de Stanford aproveita a energia entrópica da interação da água doce e água salgada com os eletrodos da bateria.
A bateria de entropia de mistura obras de troca do eletrólito (um líquido que contém íons ou partículas eletricamente carregadas – neste caso a água) entre quando a bateria está carregada e quando ela estiver descarregada. Os íons na água são o sódio eo cloro, que são os elementos de sal de mesa comum. O salgado da água, mais íons de sódio e cloro existem, e quanto mais tensão, que podem ser produzidos.
A bateria é o primeiro cheio com água fresca e carregada. Então, a água doce é trocada por água salgada. Porque a água salgada tem 60 a 100 vezes mais íons de água doce, o potencial elétrico é aumentado e que a bateria pode descarregar em maior tensão, proporcionando mais energia elétrica.
Depois que a bateria está descarregada, o sal da água é drenada e água fresca é adicionada para iniciar o ciclo novamente.
Para aumentar a eficiência da bateria, o eletrodo positivo é feita a partir de hastes nanoescala de dióxido de manganês. O eletrodo negativo é feito de prata. O projeto do nanorods fornece cerca de 100 vezes mais área de superfície para interação com os íons de sódio em comparação a outros materiais, e permitem que os íons se movem dentro e fora do eletrodo com mais facilidade. A equipe de Stanford relata uma eficiência de 74 por cento em converter a energia potencial na bateria à eletricidade. Cui acredita que com mais desenvolvimento a bateria poderia alcançar até 85 por cento de eficiência.
A equipe de Stanford calcula que com 50 metros cúbicos (mais de 13.000 galões) de água por segundo, uma usina de energia com base nessa tecnologia poderia produzir até 100 megawatts de potência. Isso é suficiente eletricidade para suportar cerca de 100.000 famílias.

Resultados da equipe foram publicados no American Chemical Society Nano Journal Letters.
25 anos do desastre de Chernobyl: mitos e verdades da energia atômica
O dia 26 de abril de 2011 marcou o 25º ano do acidente nuclear ocorrido na cidade ucraniana de Chernobyl. O acidente, considerado o maior do gênero na história da humanidade, foi um dos primeiros a colocar em cheque os verdadeiros benefícios da energia nuclear se comparados aos riscos que esse tipo de empreendimento representa.
O acidente em Chernobyl
Na madrugada de sábado, 26 de abril de 1986, ocorreu o acidente com o reator número 4 durante testes realizados na usina nuclear. As partículas que se espalharam pela região despejaram sobre o local uma nuvem de contaminação 400 vezes mais radioativa do que os ataques nucleares contra Hiroshima e Nagasaki ao final da Segunda Guerra Mundial.
Não houve apenas uma causa para o acidente. Os principais motivos são as falhas no projeto técnico na construção dos reatores RBMK, além de falhas humanas no manuseio em suas hastes de controle, o que levou a complicações no nível de calor gerado pelo dispositivo. As altíssimas temperaturas destruíram o reator 4, ocasionando o maior acidente nuclear da história.
O resultado imediato foi a morte de 31 pessoas: uma durante a explosão, uma de trombose coronária, uma terceira de queimaduras térmicas e 28 de intoxicação aguda por radiação. Mas os problemas continuaram, atingindo cerca de 1 mil trabalhadores de emergência da área do reator no primeiro dia após o acidente. Durante o primeiro ano pós-acidente, cerca de 200 mil trabalhadores das operações de emergência e recuperação foram expostos à alta radiação.

Primeiras ações contra a radiação
Até o dia 5 de maio de 1986, o governo soviético despejou, com a ajuda de helicópteros, 2,4 mil toneladas de chumbo e 1,8 toneladas de areia para tentar abafar de vez o fogo do reator 4 de Chernobyl e também absorver a radioatividade, evitando que ela se espalhasse ainda mais. Em 6 de maio, a emissão radioativa e o fogo foram controlados.
Chernobyl é um assentamento da cidade de Pripyat e a área de isolamento na região, que a princípio era de 2.800 km², chegou a 4.300 km². Os 45 mil habitantes da cidade foram removidos logo após o acidente e, ao todo, 210 mil pessoas foram levadas para locais menos contaminados. O governo socialista tratou os atingidos com iodo e, ainda em 1986, um “sarcófago” foi concluído em torno do reator destruído para absorver o restante da radiação da usina.
Além da Bielorrússia, país que faz fronteira com a Ucrânia, nos anos seguintes, a nuvem de radiação pode ser notada em outros países da Europa e de outros continentes. Índices de radiação foram detectados nos seguintes países: Suécia, Escandinávia, Países Baixos, Bélgica, Reino Unido, Eslováquia, Romênia, Bulgária, Grécia, Turquia e Polônia.
25 anos depois
Passado um quarto de século desde o acidente, Pripyat e Chernobyl se tornaram cidades-fantasma de aspecto apocalíptico, parecendo cenários de filmes como “Os 12 macacos” ou “Eu sou a lenda”.
Em declaração à agência de notícias AFP, o professor de biologia Tim Mousseau, da Universidade da Carolina do Sul, EUA, afirmou que a região de Chernobyl ainda representa uma ameaça para a natureza. Mousseau é estudioso dos efeitos do acidente para a biodiversidade local e publicou ano passado um censo sobre da vida selvagem na região.
De acordo com o professor, há hoje menos animais e espécies do que o esperado no entorno de Chernobyl, tanto no número de mamíferos quanto no de insetos. Além disso, em fevereiro de 2011 foram registrados 550 pássaros e 48 espécies de oito locais diferentes. Os animais tiveram seus cérebros medidos e as aves que habitavam locais de alta radiação tinham cérebros 5% menores do que as que viviam em locais com menor índice radioativo.

Nos últimos 25 anos, milhares de pessoas desenvolveram câncer em decorrência da alta exposição à radiação emitida pela usina. As Nações Unidas apontam, em relatório publicado em 2002, para 4 mil casos de câncer de tiroide em pessoas que eram crianças e adolescentes na época do acidente, número que deve dobrar nas próximas décadas.
É consenso que pelo menos 1,8 mil crianças e adolescentes, habitantes das áreas de maior contaminação na Bielorrússia, desenvolveram câncer de tiroide. A doença, contudo, é tratável e, de acordo com um relatório da NucNet (uma agência de comunicação especializada em notícias e relatórios sobre energia nuclear), a taxa de sobrevivência de portadores da doença no país é de 99%.
Em 2005, um relatório publicado pelo Chernobyl Forum, escrito por mais de cem especialistas de países como Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, ligados à Organização Mundial de Saúde e ao Banco Mundial, entre outras organizações, afirmaram que 4 mil pessoas podem morrer prematuramente devido à exposição radioativa.
Há um movimento para a construção de um abrigo em torno da usina de Chernobyl, para isolá-la, que deve custar cerca de 1,6 bilhão de euros, aproximadamente 3,7 bilhões de reais.
Desastre em Fukushima
Não há como falar em energia atômica sem se lembrar de Chernobyl, mas uma nova localidade entrou recentemente para a triste história dos acidentes nucleares: Fukushima, Japão. O acidente, ocorrido em 11 de março de 2011 na usina Fukushima Daiichi, na província de Fukushima, expos cerca de 80 mil japoneses à radiação.
Yukio Edano, porta-voz do governo, disse no último dia 26 de abril que os acidentes em Chernobyl e em Fukushima são de “natureza distinta”, pois no caso da usina japonesa, o nível de radiação emitido é cerca de dez vezes menor do que no da usina ucraniana. Além disso, Edano ressalta o fato de ninguém ter morrido devido ao acidente de Fukushima.
A sociedade civil, contudo, parece não partilhar da mesma linha de pensamento das autoridades nipônicas. Em memória aos 25 anos do acidente nuclear de Chernobyl, 87 ONGs participaram de uma movimentação conjunta para “uma sociedade livre de energia nuclear” e aproveitaram para pedir o fechamento das duas usinas existentes em Fukushima.

Junto das manifestações estava Pavel Vdovichenko, russo de 59 anos que sobreviveu ao acidente ucraniano. Para ele, “o acidente em Fukushima é irmão gêmeo de Chernobyl”, e as consequências, econômicas, sociais e de saúde do caso, levarão os moradores da região para tempos difíceis.
Outro ponto de divergência entre a Tepco, empresa que gerencia a planta de energia, e militantes de movimentos contra a energia nuclear é a questão das condições de trabalhadores que ajudaram na limpeza do local do acidente. Enquanto as informações oficiais dão conta de que eles não estão expostos a riscos, membros de associações como o Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear, da França, se espantaram com as condições de trabalho.
Energia nuclear no Brasil
O Brasil também entrou no jogo de energia nuclear, e já faz algum tempo. A responsável por operar as usinas nucleares brasileiras é a estatal Eletronuclear, ligada à Eletrobrás. Atualmente, existem duas usinas do gênero por aqui, ambas no balneário de Angra dos Reis, Rio de Janeiro, que fica a 150 km da capital do estado.
As usinas brasileiras são a Angra 1, ativa desde 1985, e Angra 2, em atividade desde 2001. Ambas são responsáveis pela produção de 3% da energia produzida no Brasil e 32% da consumida em todo o estado do Rio de Janeiro. Angra 3, a terceira usina, ainda em fase de construção, tem início de operações programado para 2015.

Em seu site oficial, a Eletronuclear garante que as usinas são complexas, porém, não oferecem risco quando operadas com segurança. Além disso, a estatal garante que a energia nuclear é a forma de produção de energia em larga escala menos nociva ao meio ambiente por não emitir gases do efeito estufa e, mesmo ele tendo surgido depois, respeitar o Protocolo de Kyoto.
O Greenpeace, um dos principais movimentos mundiais contra a energia nuclear, afirma que esse tipo de energia agride o meio ambiente, é caro e perigoso. Contaminação da água, solo, ar e, consequentemente, de seres vivos, o que acarretaria no desenvolvimento de cânceres e abortos, além de uma série de síndromes e doenças, são apontadas pelo grupo como os principais argumentos contra a energia atômica.
Se a Eletronuclear não considera a possibilidade de interromper o programa nuclear brasileiro, pelo menos se dedica a rever os sistemas de segurança das usinas de Angra. José Manuel Diaz Francisco, coordenador de comunicação e segurança da empresa, afirmou que a tecnologia empregada em Angra é superior à usada em Fukushima Daiichi, o que garante mais segurança ao processo de resfriamento dos reatores.
O Plano Nacional de Energia, do governo federal, prevê a implantação de quatro a oito usinas nucleares no Brasil até 2030. Para o Greenpeace, porém, o acidente em Fukushima abre precedentes para avaliar a real necessidade da construção de novas usinas. O movimento defende o fomento ao desenvolvimento de energias limpas e renováveis.

Mitos e fatos
Como se pode ver, a energia nuclear é um assunto muito controverso ainda nos dias de hoje. Há uma série de informações que circulam por aí, alguns dados são mitos, outros são fatos, e o Tecmundo tenta esclarecer alguns para você agora.
Um dos grandes mitos que envolvem a energia nuclear é a de que ela é totalmente limpa. Se ela não emite tanto gás carbônico quanto energias advindas de fontes fósseis, o resultado que advém de sua produção pode ser bastante danoso. Há casos de praias de Angra contaminadas por dejetos das usinas, bem como suspeitas de contrabando de lixo radioativo europeu para países africanos, em especial a Somália.
Outro mito é de que as usinas podem explodir tal qual as armas nucleares. Isso é impossível, afinal, as bombas têm reação nuclear feitas de modo descontrolado. Já em usinas, a reação é controlada, o que torna impossível que ela exploda igual a, por exemplo, as bombas despejadas pelos Estados Unidos sobre o Japão durante a Segunda Guerra Mundial.
Muito se fala sobre a energia nuclear ser mais barata que outras fontes de baixo-carbono, porém, isso também é mito. Segundo Chris Goodall, especialista na questão climática e colunista do jornal britânico The Guardian, o maior problema de projetos de energia nuclear é a imprevisibilidade dos custos. Ele cita como exemplos a usina em uma ilha a oeste da Finlândia e projetos nos EUA que foram recuados devido às polpudas somas necessárias para desenvolvimento.
Uma verdade sobre energia nuclear é que pessoas infectadas por radiação podem contaminar outras. A contaminação pode ocorrer por contato com a pele ou secreção (saliva, suor, fezes e urina) de alguém já infectado. Esse, inclusive, foi um dos grandes problemas enfrentados por sobreviventes de Chernobyl, segundo Pavel Vdovichenko.
Fonte: http://www.tecmundo.com.br
A história visual do mouse
Desde a época em que esse quase-utensílio doméstico era feito de bola de boliche.

1. O primeiro equipamento para controlar o computador com os movimentos das mãos foi inventado pela Marinha Canadense Real em 1952 e usava uma bola de boliche. =O

2. O primeiro aparelho que a gente pode identificar como ancestral do mouse é esse, por Douglas Engelbart.

3. Este é um equipamento de 1968 da Telefunken usado para desenhar vetores gráficos.

4. O primeiro mouse óptico com partes móveis mecânicas precisava de um mousepad especial com um grid impresso nele para funcionar.

5. O primeiro mouse comercial é de 1981, da Xerox. Custava algo em torno de US$ 75.000, segundo fontes

6. A Apple decidiu usar a tecnologia em seu Lisa, de 1.983, que só tinha um botão.

7. A Logitech teve um equipamento que operava com sinais infravermelhos em 1984, mas em 1991 lançou um mouse sem fio que se comunicava via sinais de rádio.

8. O primeiro mouse com laser ingressou no mercado em 2004 e permitiu que o equipamento tivesse melhor resposta e fosse mais flexível em relação à plataforma utilizada.

9. Os equipamentos que funcionam no ar deixaram as superfícies de duas dimensões.

10. O mouse foi originalmente desenhado para receber comandos da mão, mas o Novint Falcon usa motores que mexem sua mão e permitem que você “sinta” o objeto na tela.

11. Mouse 3D da Axsotic.

12. Mouse para usar sem mãos converte gestos em comandos de computador.

13. Alguns apontam que o futuro do mouse está no controle cerebral. Vamos ver.
Fonte: http://pepsi.gizmodo.com.br/
Outdoor diferente sobre a segurança no trânsito
Com intuito de alertar os motoristas a tomarem cuidado ao dirigir, uma empresa de publicidade inovou em seus outdoors.



Fonte: http://blogcitario.blog.br
Masdar City: bem-vindo à cidade do futuro
Enquanto para muitos o uso de tecnologias limpas é algo reservado somente para o futuro, uma cidade construída em meio ao deserto nos Emirados Árabes Unidos prova o contrário. O monumento tecnológico conhecido como Masdar City mostra que, com um pouco de boa vontade (e muito dinheiro), é possível construir ambientes gigantescos que consomem uma quantidade muito pequena de energia.
O projeto, que pode ser considerado um verdadeiro experimento social com centenas de cobaias humanas, foi desenhado pelo arquiteto britânico Norman Foster. Entre os recursos disponíveis aos residentes estão carros elétricos que se movimentam sem o auxílio de motoristas, ruas resfriadas por uma gigantesca torre eólica e até mesmo uma “polícia verde” responsável por gerenciar o gasto de energia dos moradores.
A cidade do futuro
A partir da primeira etapa de concepção de Masdar, iniciada em 2006, foram necessários três anos para que o projeto se tornasse uma realidade. Com investimento calculado de US$ 1,4 bilhão, a cidade atualmente conta com seis prédios, uma rua principal, 101 apartamentos pequenos, uma imensa livraria eletrônica e, no centro de tudo, o Masdar Institute (Instituto Masdar).

O instituto, que se trata de uma ramificação do Massachusetts Institute of Technology (MIT), possui 167 estudantes e 43 professores com origens distintas, a maioria estrangeira. Entre os serviços disponíveis no campus está um banco, um restaurante japonês, cantina e até mesmo uma loja de comida orgânica.
No subterrâneo estão disponíveis 10 veículos elétricos que operam de forma totalmente automática, dispensando qualquer motorista. Com eles, estudantes e funcionários podem realizar o trajeto de 800 metros que separam a entrada de Masdar e o instituto.
Tecnologias limpas
Um dos destaques da cidade, tanto no aspecto tecnológico quanto visual, é a torre eólica de 45 metros que informa aos cidadãos a quantidade de energia consumida na cidade, também responsável por gerar eletricidade a partir dos ventos fortes característicos da região.

Painéis solares estrategicamente localizados são responsáveis pela produção de grande parte da energia consumida. Para complementar, também é usado gás natural como forma de garantir o isolamento térmico de alguns dos edifícios da cidade.
Porém, as tecnologias limpas não param por aí. Entre os projetos que estão sendo desenvolvidos está uma usina de dessalinização da água movida a partir de energia solar. Além de projetos que usam espelhos como forma de concentrar os raios de sol para aquecer grandes quantidades de água, tendo como resultado a produção de eletricidade.
Polícia verde
O compromisso de Masdar com o baixo de consumo de energia é tanto que a cidade chegou a desenvolver uma força policial especializada no assunto. Toda vez que um estudante usa uma máquina, abre a geladeira ou deixa uma lâmpada acessa, envia dados a uma central inteligente responsável por controlar o consumo de energia durante todo o dia.

Caso detecte alguma anormalidade, um dos operadores do sistema pode interromper durante tempo indeterminado os privilégios de algum apartamento. Além disso, sensores inteligentes desligam automaticamente chuveiros após alguns minutos de uso, assim como geladeiras, fogões e luzes que ficam ligados durante muito tempo.
A forma como a Polícia verde atua pode parecer autoritária, mas seus métodos resultam em prédios que consomem 50% a menos de energia do que construções tradicionais. Também há um menor consumo de água e produção reduzida de lixo, além da produção de carbono ser praticamente nula – cortesia das fontes de produção limpas utilizadas.
Segundo os administradores da cidade, as reclamações dos estudantes são frequentes, especialmente no que diz respeito à temperatura do ar condicionado. Porém, há um consenso geral de que certas concessões precisam ser feitas para respeitar as metas determinadas e tornar o projeto viável.
Desenvolvimento constante
A segunda fase da construção de Masdar City, com fim programado ainda para 2011, vai adicionar 222 novos apartamentos, além de novas ruas e lojas à cidade. Em 2013, deve ser finalizada a construção da nova sede da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA), com custo aproximado de US$ 800 milhões.
A expectativa é que, até 2015, cerca de 7 mil pessoas habitem as construções futuristas do local. Além disso, a expectativa é que cerca de 12 mil pessoas façam o trajeto diário do local até a cidade mais próxima, Abu Dhabi.
Conceitos readaptados
Apesar do plano original de finalizar a construção da cidade em 2016, a recessão econômica global fez com que a equipe responsável tivesse que rever seus planos. A falta de incentivos ao mercado de tecnologias limpas também teve resultados negativos, o que obrigou o projeto a rever seu tamanho e alcance.

A expectativa é que a construção de Masdar City só esteja finalizada em algum momento entre 2021 e 2025. Neste ponto, a população da cidade não deve exceder as 40 mil pessoas ao todo – valor bem diferente dos planos originais, que previam 50 mil residentes fixos e 40 mil temporários.
Além disso, as mudanças na economia global fizeram com que o desenvolvimento de outra cidade semelhante fosse totalmente abandonado. Da mesma forma, planos para a construção de uma usina de força baseada no uso de hidrogênio e de um novo projeto baseado em energia solar tiveram que ser totalmente descartados.
Os objetivos do projeto permanecem os mesmos, porém os obstáculos enfrentados fizeram com que alguns planos tivessem que ser revistos. Segundo Dale Rollins, ex-executivo da Shell responsável pela operação geral do projeto, mais do que representar um obstáculo, as mudanças tecnológicas e econômicas servem como incentivo para obter resultados ainda melhores e com gastos menores do que o planejado.
Projeto: http://www.masdar.ae/en/home/index.aspx
Fonte: http://www.tecmundo.com.br
